Música

Afternoon X – Vanishing Twin – Crítica

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 O quarto álbum de estúdio do Vanishing Twin, Afternoon X, é um álbum de contrastes. Por um lado, o álbum é caracterizado por eletrônicos densos e distorcidos, enquanto por outro lado, apresenta arranjos suaves e minimalistas.

Esses contrastes criam um álbum que é ao mesmo tempo ousado e coeso.

A líder da banda, Cathy Lucas, é a única vocalista do álbum, unificando sua paleta sonora. Seus vocais são diretos e frios, às vezes distantes. Em faixas como “Lotus Eater” e “Lazy Garden”, ela parece estar presa em seus próprios pensamentos.

A faixa-título, “Afternoon X”, é um exemplo perfeito do contraste entre os dois lados do álbum. A música começa com uma onda de ruído eletrônico, que é seguida por uma construção rítmica quase rock. Os sons nebulosos são então esmagados por sons mais pesados e mecânicos, criando uma sensação de surrealismo e instabilidade.

Outro exemplo de contraste é a faixa “Marbles”. A música começa com eletrônicos staccato, que são gradualmente substituídos por sons de sopro. No segundo movimento, violões, cordas e ritmos de xilogravura assumem a liderança. A introdução repentina de instrumentos acústicos é chocante, mas também é um efeito musical experimental familiar dos anos 70.

Com seus contrastes sonoros e visuais, Afternoon X é um álbum que desafia a categorização. O álbum é um passo ousado para o Vanishing Twin, mas é também um passo coeso que demonstra o crescimento da banda.

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