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CHAI – CHAI – Crítica

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 CHAI, a banda pop japonesa que subverte as expectativas



Os experimentalistas pop japoneses CHAI defendem uma filosofia chamada Neo Kawaii, que se opõe aos padrões opressivos impostos às mulheres pela tradição, pelo patriarcado e pela grande mídia. Em seu novo álbum autointitulado, a banda subverte essas tradições e expectativas para entregar um dos álbuns pop mais emocionantes, bem produzidos e ousados ​​do ano.

 

O álbum é uma celebração da identidade japonesa da banda, com títulos de músicas como “MATCHA”, “PARA PARA”, “NEO KAWAII, K?” e “KARAOKE” que evocam imagens da cultura japonesa. A banda também abraça os instrumentos e gêneros de sua terra natal, incluindo o city pop, que influenciou fortemente a composição e gravação do álbum.

A abordagem aberta do City pop à mistura de gêneros está em todo o álbum, dobrando funk, R&B, disco, jazz, iate rock e AOR (entre uma infinidade de outros) em algo descontraído e eclético. Essa dedicação à experimentação, alegria e diversão desenfreada é um dos maiores pontos fortes do álbum.

A abertura borbulhante “MATCHA” é um exemplo perfeito do som do CHAI. Com seus sintetizadores líquidos e bateria repleta de reverberação, a música é feita sob medida para dirigir lentamente por uma paisagem urbana brilhante. No meio, porém, o pop cintilante desaparece em favor de uma pausa percussiva que emprega o que soa como um koto, uma cítara dedilhada de meio tubo que por acaso é o instrumento nacional do Japão.

Este é apenas um exemplo da forma como o CHAI subverte as expectativas. A banda é uma força criativa poderosa que está redefinindo o que significa ser uma banda pop japonesa.

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