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KeshThe Answer Is Always Yes – Alex Lahey – Crítica

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O som é aerodinâmico, polido e as músicas perfeitamente tocadas, mas esse brilho recém-descoberto esconde uma escuridão no último álbum de Lahey que habilmente lança sua sombra dentro daquele reino sonoro de luz do sol brilhante. 

 

A Austrália sempre foi um terreno fértil para novos talentos musicais, mas nos últimos anos parece que há toda uma nova onda de talentos australianos se desenvolvendo no hemisfério sul. Desde a descoberta de Courtney Barnett sozinha, vimos gente como Stella Donnelly e Julia Jacklin indo de vento em popa. Agora podemos adicionar o nome Alex Lahey à lista.

 

Seu talento para pegar uma frase memorável e transformá-la em um refrão está no auge na irresistível “Makes Me Sick” – “Eu gosto tanto de você que me deixa doente / E eu não mudaria isso”. Enquanto na crescente “Você nunca receberá seu dinheiro de volta”, Lahey dá uma olhada por cima do ombro em um relacionamento rompido, observando que enquanto “Eu tentei deixar o país como se fosse um vigarista/Tentei todas as religiões, mas nunca levou”, sempre há o lado positivo percebido – “Agora posso sair com quem eu quiser”.

Cada faixa é identificável à sua maneira, com “Congratulations” contando as emoções de ter dois ex-namorados se casando no estilo punk rock dos anos 90 e “The Sky Is Melting” oferecendo as consequências de muitas gomas de maconha com um toque mais pensativo, batida melancólica. O single principal “Good Time” é uma exploração country-pop em busca de algo novo na rotina mundana da vida, desde sentar em um bar local até o trânsito a caminho de casa. “Eu só quero me divertir / Não importa como”, canta Lahey. “Mas eu sei que todo mundo precisa disso.”

O álbum inteiro está repleto de canções que gritam viagens e dias de praia, puxando de uma visão mais suja de Sheryl Crow e do pop rock divertido de Liz Phair dos últimos dias, atravessado por uma pontada sintetizada, mas vulnerável, que já era aparente no álbum de Lahey. dois primeiros álbuns. É uma exploração de novos aspectos do ofício de Lahey que não perde a espinha dorsal do que a torna única. 

É raro encontrar refrões preparados para arena ligados a músicas com profundidade e humor, mas aqui Lahey os tem aos montes, seja com “On the Way Down” (“Coloque sua mão no meu ombro/Enquanto você olha por cima do outro /Esperando por uma oferta melhor”) ou a cintilante “Shit Talkin’” (“Sabe, o lance de ver as pessoas/É decidir o que você quer que elas vejam”).

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