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Patrulha Canina – O Filme (2021) – Crítica

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 PAW Patrol: The Movie (Patrulha Canina: O Filme) é o filme de animação de comédia e aventura canadense de 2021, baseado na série de televisão PAW Patrol criada por Keith Chapman. O filme é produzido pela Spin Master Entertainment, a empresa de brinquedos por trás da série original, com animação fornecida pela Mikros Image. É dirigido por Cal Brunker, a partir de um roteiro de Billy Frolick, Brunker e Bob Barlen, e produzido por Jennifer Dodge.

Cada animal tem pêlos muito mais realistas, o colorido é mais variado e a composição de cenários é complexa e lotada de vida. Outro grande mérito é herança do material original: os cachorros são muito simpáticos e até o vilão é impossível não amar, tornando a jornada muito leve e pontuada de risadas. Durante esse tempo, manter um filho de quatro anos – que me acompanhou na sessão – em casa entretido foi um desafio, onde fui muito ajudado por, vejam só, assistir a vários episódios do seriado animado da Nickelodeon por incontáveis repetidas vezes.

Quando o maior rival da Patrulha Canina, o Prefeito Humdinger, se torna prefeito da vizinha Adventure City e começa a causar estragos, Ryder e os filhotes heróicos favoritos de todos entram em ação para enfrentar o desafio de frente. Enquanto um dos filhotes deve enfrentar seu passado em Adventure City, a equipe encontra a ajuda de um novo aliado, o atrevido dachshund, Liberty. Juntos, armados com novos dispositivos e equipamentos empolgantes, a Patrulha Canina luta para salvar os cidadãos de Adventure City e impedir o Prefeito Humdinger de destruir a agitada metrópole.

Quem mais chamou a atenção nesse sentido foi Zuma; quando fez algo, foi apenas para resgatar um cidadão aleatório que caiu no Rio. De resto, figuração de luxo.

Se fosse há alguns anos atrás, eu certamente olharia para este Patrulha Canina: O Filme de maneira diferente. Não esnobando-o, afinal, quem acompanha o Cineplayers sabe que sempre gostei de animações infantis, mas este aqui acabou tendo um papel fundamental nesse difícil período que vivemos: foi ele o responsável por marcar meu retorno às salas de cinema depois de um ano e meio afastado por causa da pandemia.

Não foi surpresa olhar para a tela e reconhecer Ryder, Chase, Sky, Marshall e toda a turma, que no filme precisam mais uma vez corrigir as trapalhadas do Prefeito Humdinger. Cansado de ver seus planos serem sempre frustrados pela turma da Patrulha Canina, ele decide ir para a cidade grande e acaba eleito por lá como o único candidato disponível, em mais uma das suas maracutaias. Como ama gatos e odeia cachorros, parte da trama gira em torno do sumiço dos caninos e das bizarrices que ele apronta pela cidade e como a turma irá corrigi-las, ao mesmo tempo em que uma nova cadelinha de rua chamada Liberty entra para o grupo – nome sugestivo para o império ditador que agora impera em Adventure City.

Mas o filme tem pelo menos dois defeitos chatos. O primeiro é o desbalanceamento da importância individual dos caninos na história, alguns claramente com função na narrativa, enquanto outros ficam sumidos por boa parte da projeção e, quando aparecem, não têm relevância alguma para o contexto geral – poderiam ter sido facilmente cortados em uma sala de montagem.

Assim, os seis filhotinhos e Ryder, o líder humano do grupo, deixam a Baía da Aventura e partem para a cidade grande. Contudo, o pastor-alemão Chase tem lembranças ruins do lugar, uma vez que foi abandonado por lá quando ainda era pequenininho e Ryder o resgatou. Com o bordão “O Chase está no caso”, mesmo medrosa, vai com a turma defender a Cidade da Aventura.

Lá, a Patrulha Canina usa um novo e turbinado QG e ainda conhece Liberty, uma cachorrinha esperta e fã da turma que faz de tudo para tornar a vida dos outros melhor. Enquanto Chase tenta lidar com o trauma, Liberty, compensa sendo decidida -além de decisiva em certas resoluções- e ajuda a fazer a história acontecer. Como é de se esperar, a cachorrinha igual a Dama/Lady de “A Dama e o Vagabundo”, que vive nas ruas da cidade entra para o grupo com direito a veículo e uniforme.

Em 1h28m o colorido explode nas telonas em tons vibrantes e a animação é capaz de suavizar qualquer momento estressante que o dia tenha rendido. A trilha sonora é divertida, com música até de Adam Levine (Good Mood). E sem contar que para os pequenos, o público-alvo do filme, é pura alegria. Não é difícil ouvir interações das crianças quando problemas estão prestes a serem resolvidos. É uma excelente opção para a família! O problema não é nem ter isso na história, mas como foi feito: dark demais para o público alvo – meu filho chorou muito e esboçou até mesmo querer ir embora. E olha que nem tô considerando a continuidade histórica disso, porque é um assunto que não lembro de ter sequer sido arranhado pela série. Achei desnecessário.

O roteiro de Billy Frolick, Bob Barlen e Cal Brunker (que também dirige o longa) começa já com uma situação bastante tensa abrindo o filme, surpreendente até, embora no final tudo dê certo. Toda a construção da história na Cidade da Aventura parte do embate entre a Patrulha Canina e o prefeito Humdinger, porém, esse cara realmente coloca as pessoas em perigo, em situação não tão comuns em filmes para crianças pequeninas. O roteiro ainda encontra espaço para falar, de uma maneira direta (com passado de Chase) e indireta (com o sequestro dos cachorros) sobre o abandono de animais e a superlotação nesses abrigos.

O segundo é em relação ao protagonista da trama, Chase. É óbvio que, em um filme, é necessário dar uma enchidinha de linguiça para ter mais conteúdo e aprofundar os personagens. Mas, no caso dele, houve um apelo artificial para o drama. Ao contar sua origem e como isso o traumatizou, ficou claro que a produção queria emocionar os pequenos ao colocá-lo numa posição de abandonado para criar um desafio final a ser superado.

Patrulha Canina – O Filme’ é mais do que um filme com um monte de aventura socada em um universo colorido: o filme possui uma história emocionante por trás, que ajudará as crianças a refletir sobre a seriedade de cuidarmos dos animais e a realidade de muitos deles nas ruas. E o filme ainda traz uma ótima nova integrante para a patrulha: uma cadelinha salsicha adorável e que acrescentará bastante energia para as próximas aventuras do grupo. ‘Patrulha Canina – O Filme’ é uma aposta certeira para um programa em família no cinema. Tirando isso, é um filme que está quase sempre com o astral lá em cima, é divertido e cumpre bem a proposta de levar mais dinheiro para os cofres da Nickelodeon com produtos licenciados e novos caminhos a serem explorados. Só estejam avisados com esses momentos mais pesados da história, que podem pegar os seus pequenos desprevenidos.

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