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Max Payne 3 (PC) – Análise

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Max Payne 3 é um jogo eletrônico de tiro em terceira pessoa neo-noir da Rockstar Games lançado em maio de 2012 para Microsoft Windows, PlayStation 3 e Xbox 360. O desenvolvimento é liderado pela Rockstar Vancouver, em colaboração com os estúdios de Nova Inglaterra, Londres e Toronto. É o primeiro jogo da série que não foi desenvolvido pela empresa finlandesa Remedy Entertainment e também não é escrito pelo criador da série, Sam Lake. O autor principal de Max Payne 3 é Dan Houser, que também foi o escritor da maioria dos jogos da série Grand Theft Auto e de Red Dead Redemption.

 

A história do jogo começa in media res, no momento em que Max Payne aponta sua arma para um soldado que agoniza mutilado no chão em frente a um hangar em chamas. Logo em seguida, a história regressa alguns dias para uma festa numa cobertura luxuosa em São Paulo, onde Max e seu amigo Raul Passos trabalham como guarda-costas da família Branco, composta por Rodrigo Branco (um empresário), sua mulher Fabiana (uma socialite) e seus irmãos Victor (um político candidato à prefeitura da cidade) e Marcelo (um baladeiro). Durante a festa, uma gangue chamada Comando Sombra invade o apartamento e tenta sequestrar Rodrigo e Fabiana, mas o plano é frustrado por Max. Dias depois, numa casa noturna, a mesma gangue tenta sequestrá-los novamente, e desta vez conseguem levar Fabiana. O ponto determinado para a entrega do resgate é o estádio do time de futebol fictício Galatians FC. Contudo, durante a entrega, policiais do grupo paramilitar Crachá Preto atacam os envolvidos na troca, iniciando um tiroteio generalizado. Max e Raul escapam, mas o grupo paramilitar consegue roubar o dinheiro. Enquanto deixa o local de helicóptero, Max tem um flashback que explica como ele foi parar no Brasil.

É revelado que após se aposentar da polícia de Nova Iorque, Max passa a maior parte de seus dias em bares, bebendo e tentando esquecer os acontecimentos que destruíram sua vida. Em uma dessas noites, Max é ameaçado de morte por Tony De Marco, filho de Anthony De Marco, um dos principais criminosos de Nova Jérsei. No entanto, é salvo por Raul, que, segundo o mesmo, foi um antigo amigo de Max antes do mesmo ingressar na polícia de Nova Iorque. Ambos bebem e celebram a noite quando minutos depois, Tony De Marco volta com alguns comparsas armados e tenta novamente ameaçar Max e Raul. Quando Tony agride uma mulher presente no local, Max se enfurece e acaba matando-o.

Um tiroteio é desencadeado e ambos os ex-policias se esgueiram pelas ruas de Nova Jérsei, fugindo dos mafiosos que agora os perseguem. Os dois chegam no apartamento de Max, onde buscam um pouco de descanso, mas Anthony vai junto com seus guarda-costas ao apartamento com o objetivo de tentar vingar seu filho. Max e Raul conseguem fugir pelos telhados e becos de Hoboken, assim escapando da morte mais uma vez. Percebendo que Max já é um homem morto em Nova Jérsei, Raul Passos o convida para trabalhar como guarda-costas na América do Sul, mais precisamente em São Paulo. Max reluta, mas acaba aceitando a proposta.

De volta ao enredo principal do jogo, Max e Raul percorrem o Rio Tietê de lancha até chegarem a uma base do Comando Sombra, localizada na periferia da cidade. Lá, Max chega perto de salvar Fabiana, mas acaba perdendo ela de vista após uma perseguição no rio. No dia seguinte, Max e Raul discutem a situação com Victor, Rodrigo e Armando Becker, o comandante do batalhão local de uma unidade especial da polícia chamada Unidade de Forças Especiais (UFE, algo equivalente ao GATE, o BOPE ou a SWAT). Logo após a reunião, vários homens do Crachá Preto invadem a empresa. Max mata todos eles, mas um assassino não revelado executa Rodrigo e deixa uma bomba em sua sala, que destrói parcialmente o prédio. Max escapa, mas não sem antes descobrir de um policial prestes a morrer que o cativeiro de Fabiana é a favela Nova Esperança, e que o ataque à empresa dos Branco era uma tentativa de capturá-lo e vingar a morte dos membros da organização paramilitar que ele matou.

Max decide entrar na favela para procurar Fabiana, mas antes raspa sua cabeça para se disfarçar. Na comunidade, ele é zombado e assaltado por traficantes e logo se perde. Numa prostíbulo, Max encontra um policial chamado Wilson da Silva, que explica para ele que o Crachá Preto é ligado a Rodrigo, que os contratou para limpar favelas em uma determinada área de modo a possibilitar a implementação de um empreendimento varejista. Wilson explica a Max que a UFE e Victor podem estar ligados à sua situação.

Max encontra Fabiana sendo mantida refém com sua irmã Giovanna (que também é a namorada de Raul) e Marcelo, que tentaram pagar o resgate sozinhos, em vão. Max tenta salvá-los, mas Serrano (o líder do Comando Sombra e mandante dos sequestros) executa Fabiana. Imediatamente após o disparo, a UFE irrompe na favela e Serrano e seus homens levam Giovanna e Marcelo e deixam Max sozinho com um deles.

Max então tem outro flashback, no qual ele é mostrado visitando o cemitério onde sua esposa e filha estão enterrados antes de partir para o Brasil. Durante a visita, Max é atacado por assassinos enviados por Anthony De Marco, o criminoso cujo filho foi morto anteriormente pelo protagonista do jogo. Max e Raul conseguem novamente escapar da morte, porém são capturados pelos capangas do vilão e obrigados a cavar suas próprias covas, onde serão enterrados após pagarem com a vida pela morte de Tony. Ambos conseguem escapar da captura e no processo acabam matando inúmeros assassinos presentes no cemitério, continuando assim até chegar em uma igreja que acreditavam ser segura. Raul Passos telefona para um contato e garante a Max Payne que ambos poderão ficar em Queens por um tempo até poderem viajar em segurança para o Brasil.

De volta ao enredo principal, Max consegue se livrar do traficante e parte à procura de Serrano, enquanto um conflito armado entre a UFE e os traficantes se inicia. Ele testemunha homens do Crachá Preto e da UFE trocando dinheiro por moradores da favela capturados, além de algumas cenas de tortura protagonizadas pelos policiais contra os favelados. Max finalmente encontra os dois, mas eles estão nas mãos de Milo Rego, o número dois do Crachá Preto. Marcelo é morto no “microondas” (quando a vítima é colocada dentro de uma pilha de pneus até ficar só com a cabeça para fora, e então é queimada viva). Max parte pra cima de Milo, e, após matá-lo, salva Giovanna e foge com ela para a garagem da companhia local de ônibus. Lá, Max descobre que Giovanna está grávida. Após matar vários membros da UFE, Max leva Giovanna a um local seguro onde ela é salva por Raul, que deixa o local sem esperar Max, que, por sua vez, é salvo por Wilson.

Wilson revela que fez uma pesquisa sobre o passado de Raul e descobre que ele esteve seis vezes na folha de pagamento de Victor (e não de Rodrigo, que é o chefe deles), e até recebeu uma passagem para Nova Iorque para que ele contratasse Max. Wilson então questiona Max sobre o que aconteceu no Canal do Panamá. Vem então mais um flashback, no qual Max e Raul estão em uma festa num iate protegendo Marcelo. O iate é então atacado por piratas de uma guerrilha local, mas Max logo percebe que este não é um ataque qualquer, pois os criminosos tentam arrombar um compartimento secreto da embarcação. O que quer que estivesse lá dentro já não se encontra mais no local quando Max chega. Depois de se livrar de todos os inimigos, Max encontra Raul e Marcelo colocando o conteúdo do compartimento na caçamba de uma caminhonete. O protagonista então desconfia que ele foi contratado apenas para servir de bode expiatório para quaisquer que sejam as atividades ilícitas nas quais os Branco estejam envolvidos.

De volta ao enredo principal, Wilson deduz que Raul e Victor armaram uma cilada para Max, para que Victor tivesse acesso à fortuna de Rodrigo e ganhasse mais votos nas eleições por meio da exploração das mortes de seus parentes. Wilson conta a Max que há um hotel abandonado no qual membros do Crachá Preto e da UFE são vistos entrando com prisioneiros que nunca mais saem de lá. Oficialmente, não há nada que Wilson possa fazer mesmo sendo um policial e sabendo do esquema, então Max entra no local sozinho para investigar. Ele descobre que, no local, os prisioneiros eram mortos e tinham seus órgãos roubados e vendidos no mercado negro, e que policiais da UFE ganhavam dinheiro por cada prisioneiro que traziam. Um dos prisioneiros é Serrano. Quando Max o encontra, ele percebe que Serrano já pagou sua dívida com ele, e o deixa sozinho numa sala para que pudesse matar o cirurgião que removia os órgãos dos prisioneiros, vingando-os.

Enquanto isso, Max coloca explosivos nos pilares do prédio para demoli-lo. Enquanto o prédio começa a ruir, Max enfrenta o líder do Crachá Preto, Álvaro Neves, e seus homens. Este consegue dominar Max, mas acaba morto por Raul no último instante. Max descobre que seu ex-companheiro da polícia não sabia dos planos dos Branco. Raul então deixa o Brasil com Giovanna, e Max discute com Wilson os próximos passos contra os policiais corruptos. Max decide invadir uma delegacia, onde ele encontra as imagens do circuito interno de monitoramento da sede da empresa dos Branco, que revelam o assassino de Rodrigo: um membro da UFE. Max vinga a morte de Rodrigo e enfrenta Becker. Victor surge e domina Max. Antes de fugir com Becker, ele explica a Max que ele queria mais dinheiro do irmão para sua campanha política. Ele pediu para que o Crachá Preto interviesse na entrega do dinheiro do resgate no estádio para que o montante fosse investido no esquema da venda de órgãos, cujos lucros financiariam sua campanha.

Victor e Becker fogem para o aeroporto da cidade (o fictício Aeroporto de Piratininga). Após um intenso tiroteio, Max encontra os dois tentando embarcar num jatinho particular. Becker tenta matar Max com um lança-granadas, mas Max atira em uma delas logo após ser lançada, estraçalhando parte do braço de Becker. O jogo chega então à cena que serviu como sua abertura, e Max observa enquanto Becker agoniza, permitindo ao jogador escolher entre executá-lo ou deixá-lo morrer. Max se apodera do lança-granadas, entra no carro de Wilson (que acabara de chegar ao local) e parte no encalço do jatinho de Victor. Com a arma, Max destrói a aeronave, mas Victor sobrevive. Max ameaça matá-lo, mas Wilson pede que ele o deixe vivo para que possa pagar pelos seus crimes. Victor zomba de Max, dizendo que vai se safar, e então o protagonista quebra a perna do criminoso, dizendo que ele irá se safar mancando.

Uma semana depois, Max está numa praia na Bahia e assiste às notícias internacionais, que informam a desativação temporária do batalhão de Becker na UFE devido ao envolvimento da unidade no tráfico de órgãos. A matéria também mostra que Victor foi encontrado enforcado em sua cela, mas não é claro se ele foi morto ou se suicidou. O jogo termina com Max caminhando pela praia.

Max Payne sofreu além dos limites razoáveis. (Está tudo no nome.) Nove anos se passaram desde o último jogo da série, mas pouco mudou para seu protagonista sofredor, que permanece profundamente traumatizado pela morte de sua esposa e filho. ‘Trauma’ é a palavra-chave – em grego, significa ‘ferida’, e Max é alguém que nunca se deixou curar totalmente. Seguir em frente seria esquecer – uma traição aos que ama – e então ele opta por chafurdar no passado e na dor, com a ajuda de licor marrom e pílulas brancas.

Mas, felizmente, Max Payne 3 não se contenta em simplesmente reviver o passado e toma decisões estilísticas e narrativas arrojadas para evitar a estagnação. E embora essas escolhas tenham consequências significativas no ritmo do jogo que podem causar divisões, Max Payne 3 é, no geral, uma terceira saída brilhante e obscuramente envolvente para um dos personagens mais problemáticos dos videogames.

Ostensivamente, Max Payne 3 parece muito diferente de seus predecessores. Os prédios decadentes e as calçadas sombrias de Nova York foram substituídos pelas boates hedonísticas e escaldantes de São Paulo, onde Max conseguiu um emprego como segurança privada para o rico empresário Rodrigo Branco. Como era de se esperar, as coisas não deram certo para Max: a esposa troféu de Rodrigo, Fabiana, é sequestrada sob o comando de Max, o que desencadeia uma cadeia de eventos que leva Max a uma história muito maior e mais sinistra.

A mudança de local é sublinhada por uma série de efeitos cinematográficos: linhas de varredura, aberração cromática, mudança de estoque de filme. Inicialmente, tudo parece um pouco demais, muito barulhento e perturbador, mas depois de um tempo você se aclimata e se torna parte da textura distinta do jogo. Mas não é apenas um brilho de estilo – como tudo no jogo, alimenta a caracterização de Max, enfatizando sua desconexão cansada do mundo ao seu redor.

Apesar de trocar as sombras pelo sol, a série não perdeu sua herança hardboiled. A narrativa não linear, o elenco de personagens suspeitos, uma trama distorcida por engano e corrupção – está tudo presente e correto. Se você não é um fã de ficção de gênero, você pode achar o elenco de apoio risivelmente genérico, o enredo um pouco frágil, mas há uma diferença marcante entre usar personagens arquetípicos porque você está gasto com criatividade e deliberadamente explorando uma rica tradição. Max Payne 3 faz o último – é um jogo totalmente versado no gênero do qual se esforça para fazer parte e, a julgar por esses termos, é uma das melhores execuções do jogo noirAté a presente data. E em nenhum lugar isso é melhor exemplificado do que no desempenho de destaque de James McCaffrey como Max Payne. É retorcido e amargo, como você esperaria – ele entrega sem esforço os muitos chandleris do roteiro com um cinismo calejado – mas também é uma reviravolta surpreendentemente matizada. Ao longo do jogo, você nunca tem certeza se Payne está procurando a absolvição, tentando salvar a esposa de outro homem, ou se ele está realmente em uma missão suicida prolongada, tentando abraçar sua própria destruição.

Quase na metade desta análise, e ainda não mencionei a jogabilidade. Talvez seja uma crítica tácita em si. Não é que a jogabilidade de Max Payne 3 seja inferior – longe disso – mas está sempre a serviço de sua narrativa abrangente. Consequentemente, o jogo é fortemente pontuado por cutscenes – algumas breves, outras bastante longas. E é fácil ver como sua frequência pode ser muito intrusiva; alguns jogadores podem sentir que o controle está sendo tirado deles cedo demais ou devolvido um pouco tarde demais. No final das contas, é uma troca, e se você acreditar na situação de Max, as cenas cortadas tornam-se cativantes e é uma alegria vê-las sangrar perfeitamente na ação furiosa.

A jogabilidade básica é simples, mas refinada. Embora haja uma variedade de armas distintas no jogo, você só pode carregar duas armas laterais e uma arma de duas mãos por vez. E se você escolher empunhar duas vezes, será forçado a largar a arma maior e potencialmente mais poderosa. Ele mantém as coisas simples e organizadas. Os movimentos característicos de Max – Bullet Time e Shoot Dodge – retornam e são fáceis de aprender e dominar. Os ambientes totalmente destrutíveis do jogo realmente intensificam os tiroteios – ver o ar ao seu redor lentamente tecido com balas em espiral, vidros quebrados e plumas de papel picado é genuinamente emocionante. Eles são mecânicos simples, mas depois de dominar a combinação deles, a ação e a destruição que você pode orquestrar são de tirar o fôlego. É um pouco decepcionante para um jogo que investe tanto no desenvolvimento de seu protagonista para não refletir isso no nível da jogabilidade: Max não tem novas habilidades disponíveis que não estejam lá desde o início. Mas a inclusão de um sistema de saúde não regenerador faz um ótimo trabalho em forçá-lo a jogar como um homem desesperado no limite. Você não pode se esconder covardemente atrás de um pilar esperando que sua saúde volte – isso não acontecerá, e o pilar irá desmoronar.

Max Payne 3 é assumidamente violento. Na verdade, ela se prolonga na violência, mas não de forma espalhafatosa ou sensacionalista. Sim, ele se concentra em algumas de suas manifestações mais viscerais – feridas de bala irregulares, carne carbonizada, membros desmembrados – mas também perscruta as causas invisíveis que estão por trás de tais atos de violência. Ele aborda a disparidade entre ricos e pobres, e como o ressentimento e o desespero podem infeccionar tanto nas favelas quanto nas coberturas. Isso não é abordado apenas na história principal, mas também em agradáveis ​​fragmentos de narrativas incidentais recuperadas em pistas espalhadas sobre os ambientes meticulosamente elaborados.

A câmera mortal do jogo – outro dos muitos floreios visuais do jogo – rastreia a bala final da arma de Max até o alvo pretendido, mas nunca sublima a violência. Embora você mate centenas de pessoas em Max Payne 3, continua sendo um negócio terrível.

No entanto, os cenários de ação parecem um pouco abafados, especialmente quando comparados com, digamos, as espetaculares arremetidas recentes de Nathan Drake. Mas isso não é necessariamente uma coisa ruim. A diferença na execução talvez seja melhor explicada por meio de uma comparação. Em Uncharted 3: Drake’s Deception, há uma cena bem conhecida em que Sully e Drake precisam escapar de um castelo francês antes que ele queime até o chão. É empolgante e cheio de adrenalina, mas realmente não serve a muitos propósitos em termos de narrativa do jogo. É apenas mais um dos muitos cenários impressionantes de Uncharted. Uma cena semelhante ocorre em Max Payne 3; um prédio é incendiado e Max deve escapar antes que ele seja incinerado. Mas isso não é apenas um colírio para os olhos ou um espetáculo chamativo. É certo que é menos estimulante do que a cena equivalente de Uncharted, mas também tem um significado maior. Max se viu em seu ponto mais baixo, habitando um ambiente que se assemelha rapidamente ao inferno – cujo significado metafórico não se esquece de Max. É quando o jogo atinge seu ponto mais forte – quando a jogabilidade, o personagem e a narrativa se fundem e interagem maravilhosamente. Para os viciados em adrenalina – aqueles que desejam explosões maiores e mais ferozes, cenários mais extravagantes que desafiam a morte – os cenários de Max Payne 3 podem parecer um pouco tranquilos. (Dizendo isso, você ainda pode atirar mísseis no ar em câmera lenta enquanto está pendurado em um helicóptero.) Mas é um jogo que está mais preocupado em fazer seus óculos significarem algo dentro dos limites de sua história. É quando o jogo atinge seu ponto mais forte – quando a jogabilidade, o personagem e a narrativa se fundem e interagem maravilhosamente. Para os viciados em adrenalina – aqueles que desejam explosões maiores e mais ferozes, cenários mais extravagantes que desafiam a morte – os cenários de Max Payne 3 podem parecer um pouco tranquilos. (Dizendo isso, você ainda pode atirar mísseis no ar em câmera lenta enquanto está pendurado em um helicóptero.) Mas é um jogo que está mais preocupado em fazer seus óculos significarem algo dentro dos limites de sua história. É quando o jogo atinge seu ponto mais forte – quando a jogabilidade, o personagem e a narrativa se fundem e interagem maravilhosamente. Para os viciados em adrenalina – aqueles que desejam explosões maiores e mais ferozes, cenários mais extravagantes que desafiam a morte – os cenários de Max Payne 3 podem parecer um pouco tranquilos. (Dizendo isso, você ainda pode atirar mísseis no ar em câmera lenta enquanto está pendurado em um helicóptero.) Mas é um jogo que está mais preocupado em fazer seus óculos significarem algo dentro dos limites de sua história.

Para um jogo Rockstar também há uma notável falta de liberdade em Max Payne 3. É fácil imaginar como as favelas de São Paulo poderiam ter sido vistas como uma espécie de labirinto miserável, com um Max desorientado perdido em meio a seus becos em ruínas, mas em vez disso, o jogo sempre fornece a você com uma via bem definida. Nunca há dúvidas para onde ir ou em quem atirar, já que você sempre pode sentir o toque espectral de uma mão autoral empurrando você para frente, em direção ao próximo checkpoint, a próxima cutscene. Ocasionalmente, a promessa de liberdade está pendurada na frente do jogador – quando Max está equipado com uma arma silenciada, você se pergunta se as seções podem ser abordadas com uma abordagem mais furtiva – mas nunca demora muito para que o excremento colida com a turbina industrial.

A história para um jogador dura cerca de 10-12 horas. Max Payne 3 tem uma variedade de modos Arcade – de desafios de pontuação a corridas de velocidade para mantê-lo ocupado depois de terminar a história principal. Em New York Minute, você tem a tarefa de jogar durante a campanha com um relógio em contagem regressiva de cinco minutos acima de sua cabeça. A premissa é simples: mate caras para ganhar tempo. É como Time Crisis e muito divertido, mas é improvável que você jogue o jogo inteiro novamente exclusivamente neste modo. Ainda assim, é uma boa maneira de experimentar partes-chave da narrativa novamente, especialmente se você tem tendência a um estado de ansiedade constante.

No entanto, é o multijogador que é a verdadeira surpresa. É um pandemônio alegre. Gang Wars, em particular, tenta algo bastante ambicioso, tentando tecer a narrativa no que normalmente é um modo determinado pelo jogador. Você vai jogar quatro rodadas, com objetivos diferentes que se alteram dependendo do que acontece em cada uma delas: desde a reivindicação de território até a desativação de bombas e até o assassinato de um líder selecionado aleatoriamente da gangue adversária. Isso acumula uma vantagem de ponto indo para a quinta e última rodada, que sempre assume a forma de uma partida mortal total. Bursts, que funcionam como regalias, são centrais neste modo e conferem vantagens aos membros de sua tripulação, desde aumentar o calibre de suas armas até induzir a paranóia no time adversário, fazendo com que os amistosos apareçam como inimigos. Gang Wars tem aspirações elevadas, e isso ‘ não foi totalmente bem-sucedido – você não fica com memórias duradouras dessas vinhetas, nem parece que elas estão realmente preenchendo lacunas na narrativa do jogo depois que Max sai do palco perseguido por bandido encapuzado. Mas isso realmente não importa, já que a jogabilidade em si é uma diversão implacável, dando aos jogadores uma sensação de liberdade ausente na campanha para um jogador. Também é louvável ver um desenvolvedor tentando inovar no espaço multijogador, ao invés de simplesmente refazer os pilares. O modo multijogador de Max Payne definitivamente não é uma reflexão tardia e certamente recompensará os jogadores com meses de diversão. Mas isso realmente não importa, já que a jogabilidade em si é uma diversão implacável, dando aos jogadores uma sensação de liberdade ausente na campanha para um jogador. Também é louvável ver um desenvolvedor tentando inovar no espaço multijogador, ao invés de simplesmente refazer os pilares. O modo multijogador de Max Payne definitivamente não é uma reflexão tardia e certamente recompensará os jogadores com meses de diversão. Mas isso realmente não importa, já que a jogabilidade em si é uma diversão implacável, dando aos jogadores uma sensação de liberdade ausente na campanha para um jogador. Também é louvável ver um desenvolvedor tentando inovar no espaço multijogador, ao invés de simplesmente refazer os pilares. O modo multijogador de Max Payne definitivamente não é uma reflexão tardia e certamente recompensará os jogadores com meses de diversão.

Existem muitos jogos que são celebrados por sua jogabilidade, mas não têm nada em termos de história ou personagem. Max Payne 3 é um tipo diferente de proposta. A jogabilidade é simples, mas satisfatória, mas está inteiramente a serviço de uma narrativa de autoria forte. Os jogadores não têm a liberdade de vagar, explorar ou agitar as coisas. Alguns podem achar isso muito controlador, mas em troca de sua liberdade, você é recompensado com uma peça de gênero maduro que também é um estudo de personagem perfeitamente realizado. Os jogos de ação continuam avançando lentamente em direção ao 11, às vezes às custas de sua integridade narrativa. Max Payne 3, porém, tem a convicção de reinar na ação, imbuí-la de propósito – o espetáculo ainda brilha, mas também faz sentido.

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