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Halloween Kills: O Terror Continua (2021) – Crítica

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 Não só atos de violência de Myers são visualmente brutais mas também ocorrem de maneiras bastante pitorescas, com destaque para a sua recepção à equipe do corpo de bombeiros que tenta resgatá-lo de uma casa em chamas – outro momento em que o niilismo e pessimismo de Laurie é abraçado pelo longa. Laurie Strode acredita que enfim venceu a luta contra Michael Myers, mas é surpreendida pelo seu retorno. Determinada a pôr um ponto final em seus ataques, ela e outros sobreviventes decidem enfrentá-lo e acabar com o ciclo de uma vez por todas.

Halloween Kills (Halloween Kills: O Terror Continua) é um filme americano, dirigido por David Gordon Green e escrito por Green, Danny McBride e Scott Teems. É uma continuação de Halloween de 2018 e a décima segunda sequência da série de filmes Halloween. O filme é estrelado por Jamie Lee Curtis e Nick Castle, reprisando seus papéis como Laurie Strode e Michael Myers, com James Jude Courtney também interpretando Myers. Judy Greer, Andi Matichak, Dylan Arnold, Kyle Richards, Charles Cyphers e Nancy Stephens repente seus papéis nos filmes de 2018 e 1978. O filme é produzido por Jason Blum através de seu estúdio, a Blumhouse Productions, ao lado de Malek Akkad e Bill Block.

 

Halloween Kills foi lançado nos Estados Unidos em 15 de outubro de 2021, pela Universal Pictures. Uma sequência, Halloween Ends, está programada para ser lançado em 14 de outubro de 2022.

A franquia Halloween marcou uma época e com certeza um gênero do cinema ou, para ser mais específica, um subgênero do terror, o famoso slasher. Depois disso, os vários filmes lançados ao longo das décadas desde 1978 construíram uma história sólida em torno do serial killer Michael Myers.

Sendo assim, Halloween kills: O terror continua dá sequência ao último longa, lançado em 2018, e conta o que aconteceu depois que Myers conseguiu fugir do hospício no qual havia passado vários anos… Mas não é preciso ter muita imaginação para saber que o sangue rola solto, o que não é surpresa nenhuma para os fãs desses filmes, que conhece bem essa violência gráfica que caracteriza o gênero.

Por outro lado, acredito que a força da franquia hoje reside na nostalgia dos longas anteriores, especialmente com a volta de Jamie Lee Curtis como Laurie Strode e de vários outros personagens de destaque. Estratégias como essa costumam ser uma ótima sacada e na grande maioria das vezes funcionam, como no caso em análise.

Dessa forma, não há nada de novo ou especial nessa nova película que a diferencie muito dos seus predecessores, mantendo-se dentro da proposta que sempre teve, o que não é de forma alguma um problema, muito pelo contrário – seria até um sacrilégio mudar algo que está tão consolidado no imaginário do público. É um filme que cumpre muito bem o que promete.

No entanto, existem pontos interessantes no roteiro que mereciam ter maior destaque. Um deles, numa tensa cena em um hospital, uma turba enfurecida caça um inocente confundido com Myers, conversa diretamente com o “Halloween” de 2018, mais especificamente na breve discussão entre Laurie e Karen sobre a visão pessimista e niilista que a matriarca possui do mundo contra o olhar mais otimista sobre a natureza da humanidade que Karen apresentava.

É uma das poucas cenas que fazem valer a pena trazer o veterano ator Anthony Michael Hall ao longa, como uma ura criança que sobreviveu a um encontro com Myers e agora tenta organizar a cidade para lutar contra o maníaco que está a solta novamente. De resto, a despeito de uma ou duas figuras mais interessantes (embora quase sempre caricaturais), o excesso de personagens serve apenas para povoar a tela com potenciais vítimas, com a maioria esmagadora deles não trazendo nada relevante à narrativa.

Por falar nisso, outro ponto redentor a esta nova iteração da franquia são as mortes. Se Gordon Green pouco teve a acrescentar no ponto de vista narrativo, foi justamente ao colocar Myers em ação novamente onde o diretor parece ter se esforçado mais do ponto de vista criativo. Não só atos de violência de Myers são visualmente brutais mas também ocorrem de maneiras bastante pitorescas, com destaque para a sua recepção à equipe do corpo de bombeiros que tenta resgatá-lo de uma casa em chamas – outro momento em que o niilismo e pessimismo de Laurie é abraçado pelo longa.

E assim sendo, o que com certeza cativa os espectadores é essa reminiscência, esses detalhes que moram na memória de quem acompanha a franquia e que, além disso, continuam lembrando outros clássicos que o influenciaram ou que, ao contrário Halloween influenciou, como O massacre da serra elétrica e Pânico.

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